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As 7 grandes tendências de 2019, segundo a Fjord

A Fjord é uma consultora que faz parte da Accenture Interactive que lançou recentemente um relatório com as principais tendências do ano de 2019 no que toca ao digital. São sete e foram apresentadas na 13º Conferência Marketeer pelo Ricardo Monteiro.

O vídeo que deixo abaixo não é do Ricardo, mas é um vídeo de apresentação das tendências.

Silence is Gold

O mundo atual tem muito barulho e não me refiro apenas ao barulho das cidades, por exemplo. Ao nível do digital e das redes sociais há muita coisa a acontecer, sempre. Há muitos conteúdos, há muita informação e este ciclo parece não parar. A saúde mental começa a ser referida como uma das consequências das redes sociais e, portanto, começa a surgir uma vontade de desligar.

Os estudos recentes que apontam para os malefícios da tecnologia, principalmente ao nível das crianças, faz com que muitas pessoas comecem a rejeitar marcas que “falam demais”. E é por isso que a Apple e a Google já criaram formas de “limitar” o tempo que passa na social media, por exemplo. É possível saber quanto tempo passou em cada App e criar limites de utilização diários.

O conselho para as empresas passa por, em vez de seguirem uma estratégia grande, pesada e arriscada para não serem ignorados, optarem por oferecer aos clientes produtos que realmente supram as suas necessidades, acrescentando-lhes valor.

The last straw?

Straw vem de palhinha sim. A segunda tendência é o ambiente. Nunca houve tanta consciência para com o ambiente, com o aquecimento global e com as necessidades climáticas do nosso planeta como nos dias de hoje. As pessoas estão preocupadas e estão focadas nesta causa. E mais: elas preferem empresas que possuam os mesmos ideais.

As empresas precisam de mudar as estratégias, a forma como produzem os seus produtos para se tornarem mais sustentáveis e amigas do ambiente, porque isso é algo que o consumidor valoriza e vai continuar a priorizar. De que estamos aqui a falar? De tudo o que “poupe” o planeta. Estamos a falar de calçado feito a partir de lixo do mar, da recolha de roupa velha para reutilizar, da escolha por materiais mais ecológicos e com menor impacto no ambiente.

Algumas marcas já estão a seguir esta tendência como a Adidas, a H&M, IKEA e neste campo surgiram também empresas novas como que reciclam materiais para dar origem a novos. Comente abaixo se conhecer empresas que tenham este tipo de produtos!

Adidas Parley, feitas a partir de lixo do mar

Data minimalism

Os dados são o novo ouro. Não há nada mais valioso no mundo digital que os dados: dados pessoais, de tráfego, de comportamento… todo o tipo de dados. E desde o escândalo da Cambridge Analytica que as pessoas começaram a ficar desconfiadas. O receio da utilização errada dos dados pessoas será cada vez maior e, nesse sentido, vai ser cada vez mais difícil fazer as pessoas confiar nas empresas.

Além disso, tendo em conta as novas regulamentações referentes aos dados pessoais, é cada vez mais exigida transparência da parte das empresas e, ainda, a oferta de uma contrapartida. Ou seja, eu dou os meus dados mas recebo algo em troca.

Ahead of the curb

Por todo o mundo as cidades estão cheias de pessoas. Com tanta gente a chegar às cidades surgem necessidades de transporte e é a partir daqui que nascem as trotinetas, as motas e os carros elétricos, bicicletas, etc. Para além dos que já existiam: taxis, comboios e autocarros. Está uma confusão. Cada tipo de transporte requer uma App, há umas empresas que funcionam numa cidade e outras noutra e o que deveria ser simples está a confundir as pessoas, que no fundo só querem chegar do ponto A ao B.

Qual será a tendência aqui? Terá que haver uma forma de agregar toda esta oferta e facilitar às pessoas que circulam nas cidades a tarefa de perceber como se deslocar para determinado sítio, sem ter que perder 20 minutos a analisar mapas, aplicações, preços e forma de pagamento.

Autocarros sem motorista previstos para começar a circular em Singapura em 2022

The inclusivity paradox

As redes sociais permitem o aumento da inclusividade. Neste mundo existe espaço para todos, todos têm uma voz e todos são diferentes. A comunicação já não pode ser generalizada, para as massas, ou por idades, ou género. As empresas precisam de aprender a ler os dados de forma a personalizar a sua oferta ao seu tipo de consumidor, ou aos diferentes tipos. A leitura tem que combinar os dados que obtêm com o feedback dado pelas pessoas. Para as ajudar, vão começar a surgir ferramentas especializadas nesta análise, algo em que as empresas de tecnologia já estão a trabalhar.

Space odyssey

A linha que separa o físico do digital já se começou a desvanecer há algum tempo. Já existem pessoas a trabalhar remotamente, por exemplo e a utilizar ferramentas digitais em lojas físicas. A tendência será exatamente esta. No campo do retalho vai haver cada vez mais uma simbiose entre a experiência de comprar online a de comprar offline. Vão também haver diferentes espaços para diferentes pessoas, com diferentes preferências. O futuro passa por ecossistemas interligados, não tenha dúvidas.

Synthetic realities

Esta é a tendência que mais me fascina, mas ao mesmo tempo, que mais medo me traz. A inteligência artificial é capaz de coisas que até há uns anos eram inimagináveis. Já viu aquele vídeo do Barack Obama a chamar nomes ao Trump?

Isto é a inovação, a tecnologia da inteligência artificial e é assustador. A forma como são forjados vídeos e como colocamos alguém a dizer algo que ele nunca disse ou, como criamos modelos que não existem na vida real. Sim, está a ler bem: Lil Miquela é uma influencer com mais de 1,5 milhões de seguidores e ela não é real, é criada por computador.

A Fjord lançou as tendências do ano de 2019. Estão disponíveis online e neste artigo faço um apanhado de todas elas.
Lil Miquela

A tecnologia permite trocar caras, apagar pessoas e objetos de qualquer tipo de imagem. Há até atores que estão a “preservar-se” digitalmente para que possam continuar a ter carreiras após as suas mortes.

Tudo isto parece assustador, mas a tendência terá que ser a aplicação destas ferramentas com conta, peso e medida. Estas realidades sintéticas fazem crescer o desejo por autenticidade e pela verdade e isso tem que ser a prioridade para as empresas. O ideal será aproveitar esta tecnologia na educação, por um lado, e por outro, no campo dos testes e das simulações, tendo em conta as potencialidades realistas que oferece.

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E é basicamente isto, assim de uma forma muito resumida. Qual a sua tendência preferida? Comente abaixo! Caso tenha interesse numa leitura mais aprofundada, deixo o link para o ebook da Fjord!